Atores ESTE MÊS NO PARAMOUNT CHANNEL série The Handmaid's Tale

A responsabilidade de interpretar Moira em ‘O Conto da Aia’, segundo Samira Wiley.

Samira Wiley tinha acabado de interpretar Poussey em ‘Orange Is the New Black’ quando começou a cativar os espectadores no papel de Moira, a melhor amiga de June/Offred em ‘O Conto da Aia’. Sua atuação lhe valeu uma indicação ao Emmy na categoria Melhor Atriz Coadjuvante Numa Série Dramática.

Wiley compartilhou com a Huffpost alguns detalhes sobre a série e reflete sobre o significado da série na era do movimento #MeToo. Ela também esclarece alguns de seus comentários sobre o tratamento dado à questão racial na série.

Depois do sucesso – dos prêmios, dos elogios – da temporada um, o elenco e os criadores sentiram muita pressão em relação à segunda temporada?

É claro! Mas acho que cada um de nós tem suas metas pessoais. No caso de minha própria jornada, ganhei uma indicação individual ao Emmy também, e essa foi a coisa mais fantástica que já aconteceu comigo em minha vida profissional, então estou sentindo a necessidade de ficar em cima para garantir a qualidade do meu trabalho.

Depois de seu trabalho como Poussey em ‘Orange Is the New Black’, deve ter significado muito para você encontrar um papel como o de Moira. É bacana representar essas personagens fortes e ser reconhecida pelo seu trabalho?

É como um sonho. Também sinto que tenho sorte tremenda por estar ficando muito mais à vontade com quem sou na comunidade LGBT. Acho que a visibilidade é importantíssima e quero ser capaz de retratar essas personagens de uma maneira inspiradora para as mulheres jovens. Isso me impõe humildade, e eu só quero continuar a inspirar as pessoas com nosso trabalho.

Você acha que a série será vista de modo diferente, agora que aconteceu o movimento #MeToo?

Bem, assim como na primeira temporada, quando as pessoas falaram de como nossa série era pontual e relevante ao clima social, à eleição presidencial e à situação daquele momento, minha esperança é que as pessoas digam a mesma coisa sobre a segunda temporada, em relação ao movimento Me Too. ‘O Conto da Aia’ está conscientizando a outra metade de nossa população. Para mim, é importante que o trabalho com que eu me envolvo tenha relevância para o momento que estamos vivendo. Isso me faz sentir que cada dia é importante dentro do meu trabalho. É exatamente com isso que quero me envolver.

Deve ser uma sensação poderosa estar numa série de TV que é citada constantemente quando se fala em política e questões sociais atuais. Mas isso me leva a pensar sobre a pressão que isso deve gerar.

Com certeza. Não foi assim que trabalhamos na primeira temporada. Apenas fizemos todo o possível para ser fiéis à história, para deixar Margaret [Atwood] feliz e muitos dos fãs do livro, também. Tentamos ser fiéis ao cerne da história. Agora, na segunda temporada, precisamos poder nos afastar do livro e criar nossa própria história. Isso aumenta um pouco a pressão, sabe? Porque as pessoas estão querendo saber: “O que vai acontecer agora?”.

Você falou que sente orgulho de como a série trata da questão racial, porque focaliza mais as mulheres em geral, independentemente de sua cor de pele, etnia ou orientação sexual. Você pode falar um pouco mais disso agora no início da segunda temporada?

Obrigada por lembrar do que eu falei no ano passado. Você ouve comentários tipo “tem um clima pós-racial” ou “a série ignora o fato de que as pessoas negras estão neste mundo”. Às vezes, para mim, quando estou trabalhando numa coisa, é difícil me colocar inteiramente fora dela e olhar para ela objetivamente. Neste momento, eu sou Moira. Estou tentando compreender essa personagem e fazer cada momento funcionar. Mas penso realmente que essas coisas merecem ser discutidas e reconhecidas.

Qual sua parte favorita da série?